«O percurso do Gana é o percurso de África»: o presidente da AfrEA fala durante a primeira Semana da Avaliação no Gana
Hoje, fez-se história no Centro Internacional de Conferências de Acra (AICC), quando a comunidade de desenvolvimento se reuniu para a abertura da Semana Inaugural de Avaliação do Gana. No seu discurso de abertura, o presidente da Associação Africana de Avaliação (AfrEA), Dr. Miché Ouédraogo, defendeu uma visão de sistemas de avaliação robustos e indígenas como base para o futuro do continente.
O evento de dois dias (22-23 de outubro), organizado sob o tema «A Jornada de Avaliação do Gana: Progresso, Desafios e o Caminho a Seguir», marca um marco crítico na busca do país para institucionalizar a Monitorização e Avaliação (M&A) como uma ferramenta para a responsabilidade pública e o crescimento transformacional.
Um modelo para o continente
No seu discurso, o Dr. Ouédraogo elogiou o compromisso de longa data do Gana com a governação baseada em evidências, reconhecendo os papéis fundamentais desempenhados pela Comissão Nacional de Planeamento do Desenvolvimento (NDPC) e pelo Fórum de Monitorização e Avaliação do Gana (GMEF).
«A jornada de avaliação do Gana reflete a resiliência e a ambição do nosso continente», afirmou o Dr. Ouédraogo. «Ao institucionalizar estas práticas, não estão apenas a cumprir requisitos de conformidade; estão a construir um espelho no qual a nação pode ver-se a si própria, corrigir o seu rumo e acelerar o seu desenvolvimento.»
Capacitar a próxima geração
Um pilar central da mensagem do presidente foi a necessidade de inclusão. Alinhando-se com o foco do evento na capacitação, ele destacou a importância de envolver jovens profissionais. Ele elogiou o envolvimento da Comunidade de Prática de Jovens Avaliadores (YECOP), observando que o desenvolvimento sustentável requer passar a «tocha da avaliação» para uma nova geração equipada com ferramentas digitais e novas perspetivas.
O Dr. Ouédraogo enfatizou que a colaboração é a essência da abordagem #MadeinAfricaEvaluation, resolvendo os desafios africanos por meio da partilha de conhecimentos africanos e da solidariedade global. Ele lembrou aos participantes que a avaliação não é um fim em si mesma, mas a bússola que nos guia em direção a uma África mais equitativa, transparente e próspera.
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