O presidente da AfrEA destaca a «avaliação feita em África» durante a «Global Frontier Lecture»

Na semana passada, a Associação Africana de Avaliação (AfrEA) deu um passo importante ao trazer as perspetivas africanas para o cenário académico mundial. O seu presidente, Dr. Miché Ouédraogo, foi o convidado de honra da Frontier Lecture Series on Evidence-Based Social Science (n.º 52).

Este prestigioso evento foi organizado conjuntamente pelo Centro de Ciências Sociais Baseadas em Evidências da Universidade de Lanzhou e pela Global Evaluation Initiative (GEI).

Uma visão ousada para a avaliação em África

Durante a conferência, o Dr. Ouédraogo destacou a visão evolutiva da avaliação «Made in Africa» (MAE). Para além das metodologias padrão, apresentou a MAE não só como um quadro técnico, mas também como um movimento profundamente enraizado na ação africana, nos conhecimentos indígenas e na liderança local.

Ele deu uma visão geral completa do estado atual da área, abordando:

  • A epistemologia e os fundamentos que sustentam os métodos de avaliação africanos.
  • As abordagens distintas da MAE que diferenciam a avaliação africana dos modelos ocidentais.
  • Os desafios que os avaliadores e as instituições enfrentam atualmente em todo o continente.

Da teoria à prática: as iniciativas da AfrEA

O Dr. Ouédraogo destacou a forma como a AfrEA implementa ativamente esta visão. Ele detalhou várias iniciativas-chave destinadas a institucionalizar e promover a AAE, incluindo:

  • Os princípios africanos de avaliação: diretrizes que garantem que as avaliações sejam culturalmente relevantes e eticamente sólidas.
  • O African Evaluation Journal: uma plataforma para discussões académicas e documentação de evidências de avaliação africanas.
  • As conferências da AfrEA: o evento imperdível para networking e capacitação.
  • A African School of Evaluation: uma iniciativa futura que visa formar a próxima geração de avaliadores.

A participação do Dr. Ouédraogo na série de conferências Frontier reforça o nosso compromisso em mudar o discurso, garantindo que a avaliação em África seja definida, dirigida e executada por africanos.

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