AfrEA defende a descolonização e a endogenização na Journée Béninoise de l’Évaluation

A narrativa da avaliação africana assumiu o protagonismo quando a Associação Africana de Avaliação (AfrEA) se juntou a uma convergência crucial de profissionais, decisores políticos e líderes de pensamento para a Journée Béninoise de l’Évaluation (Jornadas de Avaliação do Benim).

Representada pelo Diretor Executivo Carlos AKLIGO, a presença da AfrEA destacou um momento crítico no setor de desenvolvimento do continente: a mudança da validação externa para o empoderamento interno.

Um apelo à endogenização

Durante a sua intervenção, o Sr. AKLIGO apresentou uma visão abrangente da aplicação prática da avaliação no contexto africano. Indo além do discurso teórico, ele compartilhou estudos de caso específicos do portfólio da AfrEA que demonstram a «descolonização» dos dados.

O cerne da sua mensagem centrou-se na necessidade de endogenização — o processo de enraizar as práticas de avaliação nas realidades locais que pretendem medir. O Sr. AKLIGO detalhou como a AfrEA está a operacionalizar isso através de:

  • Sistemas de aprendizagem liderados pela comunidade: Mudar a dinâmica de poder para que as comunidades sejam as principais geradoras de conhecimento, em vez de sujeitos passivos de estudo.
  • Metodologias culturalmente fundamentadas: Adotar estruturas que reconheçam as tradições, línguas e estruturas sociais africanas como métricas legítimas e necessárias para o sucesso.

Implicações estratégicas

As discussões no Benim destacaram um movimento continental mais amplo. Ao defender abordagens que elevam as vozes locais, a AfrEA está a trabalhar para garantir que a avaliação se torne uma ferramenta de verdadeira apropriação e relevância para as sociedades africanas. O evento reforçou a ideia de que a forma como o conhecimento é valorizado é tão importante quanto a forma como é recolhido.

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